RaceX
: Você poderia resumir pra gente como começou essa sua paixão pelo motocross?
Léo : Fazia trilha,
um dia fui andar numa pista de mx e daí já era...
Como piloto da MX3, você já está há muito tempo no esporte. Conta
um pouco da experiência destes anos todos na estrada e nas pistas...
Muitas alegrias, amigos, e muitas recordações. O
motocross pra muitos é uma etapa da vida, pra mim é a minha vida.
Também em função da sua experiência, como analisa a atual
situação desse esporte no Brasil?
Acho que nossos filhos vão colher os frutos, e o
esporte está crescendo muito.
Você já participou de alguma prova internacional? Como se saiu
por lá?
Sim. No Paraguai, no Uruguai e na Argentina, tive bons
resultados por lá .
Qual a sua opinião sobre os jornais e revistas especializados no
off road em nosso país? Atendem a expectativa dos participantes ?
Sim, com certeza! Temos hoje muita mídia impressa. Está
faltando é TV .
Comente um pouco sobre a organização dos eventos a nível
estadual e nacional. O que deve ser melhorado?
A meu ver, falta investimento por parte de
patrocinadores e empresas que se interessem pelo esporte, e isso só vai
acontecer quando tiver mais mídia e TV envolvida, para que eles tenham o retorno
que merecem. Os organizadores dos estaduais e o nacional, a meu ver pelos
recursos que têm, fazem o que podem.

Você foi um grande incentivador da
ABPMX. Você tem conhecimento de como está atualmente a entidade que foi criada
para trabalhar em função dos pilotos?
Sou sócio fundador da ABPMX, eu e meu filho, e criei no
meu estado a AGPMX - Associação Gaúcha de Pilotos de Motocross, da qual fui o
primeiro presidente. Penso que só terá efetividade se todos virem na associação
uma maneira de fazer do motocross algo que nos dê alegria.
Em que ano da tua carreira obteve maior sucesso em âmbito
nacional?
Na verdade, gostei de 2 anos: Em 1999, quando as
importadas 4 tempos começaram a fazer parte da MX3, eu, com 31 anos fiquei
vice-campeão Brasileiro. Só perdi para o Wellington Valadares por 3 pontos, na
última prova do campeonato. Em 2005, obtive 4 pódios em 8 provas do Brasileiro e
acabei em quinto na geral. Neste ano a concorrência era mais qualificada,
respeitando é claro todos os pilotos. Gostei muito deste ano também.
E quanto a títulos quando obteve acúmulos em um só ano?
Olha, quando comecei no motocross, em 1992 eu era muito
verde, mas nos dois anos seguintes em 1993 e 1994 fui campeão Gaúcho da
categoria Estreantes Importada, isso foi para mim um feito inédito. Depois em
2007, fiquei campeão Gaúcho e Sulbrasileiro de MX na categoria MX3.
Fale
sobre os projetos para o futuro no motocross...
O meu futuro tem um nome dentro do motocross, e ele se
chama ENZO LOPES. Vou dedicar o resto do meu tempo para ele, ele é minha vida
dentro do motocross. Quanto a títulos, não aspiro nenhum, apenas quero fazer
boas corridas, me divertir e é claro dentro do possível procurar sempre dar
incentivo e apoio a esse esporte.
Agora, você pode agradecer a
todos que quiser... o espaço é seu...fique a vontade!
Nossa empresa
www.leomotos.com.br e Caman Honda.
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TÍTULOS |
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Campeão Gaúcho 1993
Campeão Gaúcho 1994
Campeão Gaúcho 2008
Bi campeão Sul-brasileiro MX3
Vice-campeão Brasileiro 99 na MX3
5º lugar no Brasileiro 2007 na MX3 |